Contexto
O Grupo NEPEN é uma ICT de monitoramento e gestão de dispositivos IoT. O sistema sob minha responsabilidade processa telemetria de mais de 8.000 dispositivos em campo, cerca de 3,8 milhões de eventos por dia.
Como pleno, decidia arquitetura e stack (com aprovação), respondia a incidentes em produção e orientava juniores.
Restrições
Os dispositivos de campo usam protocolos heterogêneos (SNMP, LwM2M e SOAP), o que exige integração diversificada sem comprometer a disponibilidade do conjunto.
O volume é constante: cerca de 480 mensagens por dispositivo por dia. Coleta e processamento precisavam ser desacoplados para que a queda de um serviço não interrompesse a ingestão.
Arquitetura
Microsserviços em Spring Boot e .NET, coordenados por Eureka e API Gateway, com autenticação via JWT e Basic Auth. Mantinha um BFF (Backend for Frontend) que serve diferentes clientes sem expor o backend completo.
RabbitMQ no centro da integração: ingestão publica na fila, processamento consome de forma assíncrona. Desacoplamento, retry com backoff e dead-letter para falhas definitivas.
Execução
Projetei o pipeline de ingestão que suporta ~3,8M de eventos/dia, com adaptadores para SNMP, LwM2M e SOAP; o RabbitMQ absorve os picos.
Implementei testes unitários, de integração e E2E no CI antes de cada push. Serviços críticos passaram a mudar sem medo de regressão silenciosa.
Atendimento direto a clientes: alinhamento de requisitos, validação de soluções e definição de escopo realista.
Operação
Resposta a incidentes em produção com observabilidade via Grafana, identificando gargalos entre PostgreSQL, MongoDB, MySQL e Oracle.
Orientação dos juniores na prática: quebra de tarefas, condução da sprint e suporte técnico.
Resultado
8.000+ dispositivos monitorados em tempo real. O pipeline processa ~3,8M de eventos/dia e segura pico sem perda de dados.